2025 foi um ano muito turbulento para mim. Comecei a investigação de transtorno afetivo bipolar, a faculdade foi puro caos e ainda tive um burnout. MAS nem tudo foi sofrimento e depressão: fui no show da minha banda favorita da vida!
É isso mesmo... Tive meu primeiro burnout!
Eu até escrevi no último Diário Universitário que estava cansada, que queria desistir mas não podia, etc. Meu corpo não aguentou acordar às quatro e meia da manhã e ir dormir meia noite e simplesmente desligou. Eu desmaiei no ônibus.
Talvez seja meu inferno astral (aniversário chegando né), mas ando muito reflexiva sobre tudo. Pensando em quando meu sonho de vida era entrar na UFMG, me formar, trabalhar com o que eu gosto, isso lá em 2009 no meu primeiro vestibular, não imaginaria que seria tão difícil viver meu sonho. Eu sabia que seria difícil entrar na universidade, ainda mais para quem vem de família pobre, precisa escolher entre trabalho ou estudo, fora os recortes de raça e faixa etária. Eu mesma só consegui realizar isso aos 30 anos.
Todo mundo diz que viver o sonho é maravilhoso, incrível como se fosse um mar de rosas, mas o que ninguém te diz é que é exaustivo e muitas vezes adoecedor. Tenho uma amiga que o sonho dela era fazer medicina veterinária na federal, ela conseguiu logo que saiu do ensino médio mas ela não conseguiu se formar. Ela ficou tão doente com a competição e a auto cobrança que acabou saindo.
Dizem que viver é melhor que sonhar, mas para mim depende do sonho, da sua rede de apoio, da sua condição financeira e muitos outros fatores sociais e psicológicos. Não estou dizendo que irei desistir ou que vocês têm que desistir dos sonhos de você, estou dizendo que não é fácil. Para alguns pode até ser fácil, mas para a maioria de nós não é.
Atualmente estou no 6° período, que vai até fevereiro por causa da greve (infernooo) e eu sinto que não aguento mais. Eu trabalho de 7h às 17h, muito longe de casa, estou esgotada e estamos em janeiro! Mesmo querendo abandonar tudo, eu não tenho essa opção. Preciso concluir esse curso e fazer o máximo que puder para mudar a realidade da minha família.
Para você que está passando pelo mesmo que eu, tudo que eu posso te dizer é: não se compare com as pessoas que podem apenas estudar e que ficam o dia todo na universidade. Você está fazendo o seu melhor e o mais difícil você já conseguiu. Cuide da sua saúde, se cerque de pessoas legais que te ajude a suportar os momentos difíceis, viva um dia após o outro e mostre para o mundo o quão incrível você é!
Há um tempo atrás, tive um sonho que pareceu real. Sonhei que estava grávida e era uma menina. Ela se chamaria Natacha e o Nathan ficou muito feliz quando ela nasceu. No sonho, o tempo foi se passando e, em um piscar de olhos ela cresceu, se despediu de mim e disse que eu nunca mais iria sonhar com ela. Era um adeus. Para sempre. Acordei chorando, sentindo um vazio que só senti quando estava internada e achei que nunca mais iria ver o Nathan. Ali eu soube que meu sonho de ter mais um filho, uma menina, não iria se realizar.
"buried alive inside my dreams but it was all a fake out"
Desde então venho pensando sobre como sonhos morrem, quando a gente descobre finalmente que não podemos realizá-los. Escutei em um podcast que “é errado sonhar”, que “devemos trabalhar com a realidade e parar de sonhar”. Como eu poderia simplesmente parar de sonhar se é isso que me mantém viva? Se a chama que me mantém nesse mundo até hoje são meus sonhos? O sonho de ter uma vida melhor, viajar, ser a base para que meu filho possa realizar os sonhos dele, de melhorar (mesmo que seja um pouquinho) esse mundo que a cada dia está pior para se viver?
"So make no plans and none can be broken"
A cada vez que desisto de um sonho, sinto uma parte de mim morrer. É como morrer várias vezes em uma mesma vida sem ninguém suspeitar. Como querer viver assim? Como conseguir viver assim?
Sou muito pé no chão e sempre espero o pior de cada plano que eu faço para não me decepcionar depois. Mas e os sonhos? Sonhos, muitas vezes, são maiores que nós. É aquele momento do dia que quando pensa nele sendo realizado, você dá um sorriso, um suspiro, sente um quentinho no coração. Também ouvi (no mesmo podcast) que você é a única representante do seu sonho na face da Terra... Vale a pena continuar sonhando? Ou melhor desistir enquanto há tempo?
Sou muito pé no chão e sempre espero o pior de cada plano que eu faço para não me decepcionar depois. Mas e os sonhos? Sonhos, muitas vezes, são maiores que nós. É aquele momento do dia que quando pensa nele sendo realizado, você dá um sorriso, um suspiro, sente um quentinho no coração. Também ouvi (no mesmo podcast) que você é a única representante do seu sonho na face da Terra... Vale a pena continuar sonhando? Ou melhor desistir enquanto há tempo?
Não sei como começar esse texto mas vamos lá: ESTOU CARECA. Para algumas pessoas foi um choque, uma loucura como minha mãe mesmo disse mas já tem um tempo que penso nisso.
Hey pessoinhas, como estão? Como 2021 passou rápido né? Hoje vim fazer meio que um balanço desse ano e algumas "metas" que eu quero levar para 2022, então bora lá?
Em uma seção, minha psicóloga me perguntou se eu tinha medo de ficar sozinha. Antes de responder eu comecei a chorar descontroladamente. Respondi a ela que não tinha medo de ficar sozinha, e sim que ser uma pessoa tão ruim que ninguém iria querer por perto. Ela me perguntou o porque desse medo e, na hora eu não sabia responder.
Refleti um pouco sobre o assunto e acabei percebendo que não era só por causa dos meus problemas psiquiátricos, mas também por ter medo de ser trocada por alguém mais "normal". Também tenho medo de, em algum surto ou crise, eu eu machuque alguém, não fisicamente, mas verbalmente. E é por isso que eu me afasto das pessoas... Eu sinto que nasci para ser sozinha, não contar com ninguém e sempre aguentar tudo calada.
Eu entendo o quanto é difícil manter uma amizade com alguém que muda de humor constantemente, crise depressivas frequentes e que não confia em quase ninguém. E eu peço desculpas por isso. Peço desculpas se em algum momento eu feri algum dos meus amigos, se eu disse algo pesado demais ou coloquei a culpa de minha carecia afetiva em algum de vocês.
Estou tentando mudar meu modo de agir, tentando mudar a forma como me relaciono com pessoas. Tentando ser mais aberta e confiante mas ainda tenho muito o que aprender. Eu quero ser uma pessoa melhor e não mais essa bomba relógio que pode a qualquer momento explodir e machucar, de maneira irreversível, quem eu amo.
Já é maio e estou com muitas coisas atrasadas. Me sinto presa ao passado e sem esperança de um futuro. Eu não consigo ler, estudar nem me distrair. As notícias me deixam ansiosa mas a falta de notícias também. Parece que todo o caminho que percorri até aqui não serviu de nada, como se algo me puxasse para trás.
Achei que conseguiria aguentar mais um ano de pandemia. A esperança de que 2021 seria melhor me deixou faz tempo. Como aguentar? Como me manter sã? Como eu vou conseguir? Como vocês estão conseguindo? Como vamos conseguir? O mundo está desabando e eu estou desabando com ele...
Estou fazendo terapia e está sendo muito bom para mim, tanto para conseguir lidar com o caos que está o Brasil quando para entender minhas mudanças drásticas de humor. Mas mesmo com a terapia me sinto sobrecarregada e sem energia.
Eu só espero que tudo isso passe logo, que eu consiga superar mais essa crise. Espero que vocês também consigam passar por isso da melhor maneira possível.
Eu lido com ansiedade desde muito nova. A causa disso? Muito provavelmente pela minha autoestima baixa. A única qualidade que eu via em mim era a inteligência e era por ela que eu recebia mais elogios, então queria ter mais e mais conhecimento, me sobrecarregando mentalmente.
Aos nove anos eu tive minha primeira crise de epilepsia, tudo indicava que era por causa de uma presentação no escola. Eu me cobrava demais, tinha que ser perfeita em tudo que eu fazia.
Nessa época, eu desenvolvi síndrome do pânico. Não gostava de sair de casa sozinha, eu achava que poderia ter outra crise a qualquer momento. Sentia palpitação, falta de ar, tremedeira e etc. Comecei a ir no psicólogo nessa época, eu me lembro que ela disse para minha mãe que eu era introspectiva e vivia no meu mundo particular. Também nessa época comecei a fazer tratamento com o neurologista, que me receitou remédios para a convulsão.
Fiz o tratamento até os quinze anos e durante esse período desenvolvi enxaqueca cronica e começava a dar sinais de depressão, tanto pelas "brincadeiras" da minha família quanto do bullying no colégio. E pela primeira vez tentei tirar minha vida.
Após sair da adolescência e sem mais crise epilética, a depressão e ansiedade me acompanharam de forma mais silenciosa. Aos 20 anos, quando tive meu filho, fui diagnosticada com depressão pós parto e os ataques de pânico voltaram por me sentir sobrecarregada e incapaz de lidar com tudo que estava acontecendo.
Aos 24 anos, após uma briga em casa eu tentei me matar novamente. Fui internada em uma "casa de repouso" durante 24h para me estabilizarem com acompanhamento psiquiátrico.
Hoje aos 28, com a quarentena e todo o peso que a pandemia nos trás, vejo quantas vezes estive a beira do abismo, quantas vezes eu achei que não havia saída. Sei que muita gente está sentindo e passando por isso agora... Sei que não estou curada e que tudo isso está longe de acabar, o jeito que eu faço para permanecer sã é viver um dia de cada vez. Se agarrar nas pequenas coisas. Conversar com os amigos que estão longe de mim, acariciar meus gatos por horas, abraçar meu filho como se fosse a ultima coisa que eu faz. E continuar...











